18/02/2015

Dicas - Como fazer uma Redação

A língua portuguesa, também conhecida como português é a quinta mais falada no mundo. E apesar dessa posição, ainda erramos muito ao redigir uma carta, ao falar em concordância ou nas temidas redações de concursos. 

Por isso, o blog veio com algumas dicas para um boa redação

Eu não sou professor de português, nem de redação, nem tenho tanto conhecimento da matéria, mas tirei 960 na redação do ENEM de 2014 e gostaria de compartilhar com vocês como eu escrevo um texto, para quem sabe ajudar alguém.

Primeiro faço um esquema do que irei escrever:

Texto argumentativo:

1. Ler o tema e os textos de apoio.

2. Escolher um lado para defender:

  • a. O que os textos de apoio dão mais suporte?
  • b. O que se espera da opinião de quem corrige a prova?
  • c. Com meu conhecimento de vida, tenho mais capacidade em defender qual ponto de vista?

3. Fazer um esboço do texto:

  • a. 1º§ Apresentação do tema; 
  • b. 2º§ Argumento; 
  • c. 3º§ Argumento 
  • d. 4º§ conclusão.
  • e. O texto terá quantas linhas e consequentemente quantas terão cada parágrafo? Quais os argumentos a defender? Serão 2 ou 3 argumentos (cuidado com o número limite de linhas)?

4. Fazendo o texto em si:

  • a. O 1º§ deve apresentar o tema na primeira ou segunda linha com um leve histórico do porque o tema é importante. Deve em seguida colocar sua posição de contra ou a favor e os argumentos que você irá defender.
  • b. Os parágrafos de argumentação devem ter os argumentos explicados, e exemplos concretos que defendem a sua ideia.
  • c. A conclusão deve reafirmar sua opinião.

Como eu fiz:

Serão 30 linhas: pode ser um texto com 4 parágrafos de 7 linhas cada ou 5 parágrafos de 6 linhas cada.

1º§ Apresentação do tema: HISTÓRICO + PUBLICIDADE INFANTIL + APRESENTAÇÃO DE
ARGUMENTOS.

2º§ Argumento: PROIBIÇÃO PARCIAL + EXEMPLO

3º§ Argumento: AUTORREGULAMENTAÇÃO + EXEMPLO

4º§ Argumento: CONTROLE DOS PAIS + EXEMPLO

5º§ conclusão.

Ficou assim:

Tendo-se em conta estarmos em um mundo cada vez mais conectado e a recente resolução sobre publicidade infantil, emitida e aprovada pelo Conselho Nacional de Direitos da Criança e do adolescente (HISTÓRICO), este texto procura responder sobre a forma como a publicidade, com foco neste mercado consumidor, deve ser regulamentada (TEMA). Defende-se a proibição parcial, usada em muitos países do mundo (ARGUMENTO 1), somada a uma autorregulamentação, com a supervisão de agencia reguladora governamental, (ARGUMENTO 2) e atenção para a necessidade crucial do apoio dos pais. (ARGUMENTO 3)

O primeiro argumento citado acima, a proibição parcial, deve ser aprovada após debate nas casas legislativas que possuem legitimidade para tal (ARGUMENTO 1). A câmara e o senado possuem competência para criar leis que declaram direito ou imponham deveres, e como casas representativas do povo, devem formular normas primárias que norteiem normas secundárias criadas pelas agências reguladoras (EXPLICAÇÃO). Isto ocorreu por exemplo na matéria previdenciária onde o congresso aprovou leis, exemplo a 8212 e 8213, que nortearam o regulamento da previdência (EXEMPLO CONCRETO).

Concomitantemente ao debate que gerará as leis para a proibição de propagandas abusivas, uma autorregulamentação do setor deve ser fomentada pelo governo. Conhecendo a fragilidade de seu público, formado por crianças, e a vigilância que o governo impõe, o setor de publicidade terá a autorregulamentação. Este fato já ocorreu no Brasil, como por exemplo em uma propaganda da marca Brahma que foi abandonada por apresentar animais (caranguejo e tartaruga) que estimularia o consumo por crianças e adolescentes. Após a aprovação da lei que fará a proibição parcial, caberá às normas geradas pela autorregulamentação e agências reguladoras suprir as lacunas deixadas.

Entretanto, levando-se em consideração a realidade atual da conectividade, o apoio dos pais é imprescindível para proteger as crianças das publicidades apelativas. Há muitas formas de comunicação no século XXI, que apesar de reguladas, são muito difíceis de se controlar. Na internet, onde até mesmo pornografia pode ser acessada independentemente da faixa etária, haver um controle sobre a publicidade e propagandas abusivas sem o apoio dos pais é impossível. Não só na internet, mas em todo o cotidiano da criança, a presença e o bom senso dos pais em permitir, proibir e educar são vitais para o desenvolvimento saudável de seus filhos.

Este texto conclui acreditando ser necessário uma regulamentação na publicidade infantil para coibir propagandas abusivas. Defende a aprovação de leis que versam sobre este tema (ARGUMENTO 1), uma parceria entre o governo e o setor publicitário (ARGUMENTO 2), além de campanhas com foco nos pais e responsáveis (ARGUMENTO 3) para que cada um possa fazer o seu melhor para as pessoas mais fragilizadas neste processo e também as mais importantes para o futuro do nosso país. (FRASE DE IMPACTO).

Visualize esse texto de forma mais detalhada - Redação Enem

Saiba sobre as principais notas Zero nas redações do Enem 2014.



3 comentários:

  1. Óptimas dicas e bom post! Vai dar jeito a muita gente!
    Beijos

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  2. adoroo fazer redação é uma coisa que sempre fui boa de fazer
    bjssss
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