Renda Extra

28/05/2020

Sintomas de contágio? Entenda os motivos para não sair de sua região

Cuidados de higiene e manter-se isolado sem viajar para outras regiões estão entre principais recomendações

As doenças infecciosas são uma experiência antiga da sociedade. Ao longo da história foram diversas patologias graves, como a peste negra na Europa e mesmo a gripe espanhola que no início do século XX infectou mais de 500 milhões de pessoas.

A geração atual teve seu grande desafio nesse sentido com a Covid-19, doença contagiosa causada por um coronavírus identificado pela primeira vez na China, em dezembro de 2019.

A doença levou bilhões de pessoas ao isolamento e as previsões anunciavam até milhões de óbitos enquanto a doença devido à difusão do vírus em todos os continentes. 

Qual a importância do isolamento para conter as doenças contagiosas?

Como visto, as doenças infecciosas não são novidade na trajetória humana, sendo que as primeiras medidas de isolamento ocorreram para conter a difusão da Lepra e também da peste negra.

Atualmente, a Covid-19 é uma das doenças que demandam atenção nesse sentido, o que motivou o isolamento de bilhões de pessoas no auge da pandemia. No entanto, existem diversas outras doenças que também demandam isolamento e atenção aos sintomas de contágio, como:

  • influenza ou gripe;
  • catapora;
  • sarampo;
  • diarreia;
  • rubéola;
  • caxumba;
  • roséola infantil (herpes).


Em geral, as doenças contagiosas podem ser transmitidas por duas formas mais comuns, são elas:

  • por meio do contato com paciente doente - o que demanda evitar contato com a pessoa em si e também com objetos pessoais;
  • transmissão for por via respiratória - o que exige evitar proximidade física que permita contato com gotículas por meio de tosse, espirro ou fala. Nesses casos, o uso de máscara é recomendado.


O isolamento social, para restringir as possibilidades de contágio, foi identificado como alternativa mais recomendada, por exemplo, no combate à Covid-19.

Com a pandemia de 2020, muitas pessoas se surpreenderam com a capacidade de países asiáticos, como a Coreia do Sul e o Japão, no controle da disseminação do vírus. Mas isso tem uma explicação social e histórica.

Nesses países, o pouco contato já é uma prática comum da própria cultura, com as pessoas reduzindo ao máximo a proximidade com as outras, principalmente em caso de doença que normalmente já levavam ao distanciamento social.

Além disso, nas culturas orientais sempre foram mais difundidas as práticas de higienização e uso contínuo de máscaras em ambientes externos. Esse conjunto de fatores culturais e sociais ajudou no controle da doença.

Quais os riscos de ir para outra região após identificar sintomas de contágio?

No Brasil, quando houve a recomendação de quarentena para todo o país, observou-se um movimento principalmente das grandes capitais para o interior.

Como as grandes cidades eram os principais focos de aglomeração e transmissão da doença, muitas pessoas recorreram ao interior para evitar a exposição e “aproveitar” a quarentena em regiões com menor número de habitantes e mais espaços ao ar livre.

No entanto, esse fluxo de pessoas apresentava um risco devido desconsiderar fatores econômicos e sociais. No interior, a infraestrutura de saúde pode ser mais precária, inviabilizando o atendimento amplo no caso de disseminação da doença.

Além disso, devido à transmissão da Covid-19, mesmo por pacientes assintomáticos, esse processo favoreceu a chegada da doença a regiões no interior dos estados.

Portanto, no caso de quarentena, seja em decorrência da Covid-19, mas também com outras doenças contagiosas, como o sarampo, a recomendação é que a pessoa não saia da sua região, pois pode levar a patologia para outras regiões que não enfrentavam o problema anteriormente.

Essa conscientização é fundamental para não sobrecarregar o sistema de saúde, principalmente de regiões menos habitadas e que, consequentemente, tem a infraestrutura e a capacidade de atendimento reduzidas.

Como proceder em caso de 
doença infecciosa?

Independente da doença infecciosa, o isolamento social - caso identifique os primeiros sintomas - e medidas de higiene são as recomendações mais difundidas para conter a disseminação. As indicações incluem:

  • lavar as mãos com água e sabão com frequência;
  • utilizar álcool em gel para esterilização das mãos em locais externos;
  • evitar tocar o rosto, principalmente olhos, nariz e boca sem higienizar as mãos;
  • não dividir objetos pessoais com outras pessoas;
  • tossir e espirrar no antebraço ou em um lenço descartável.


Portanto, caso identifique os sintomas de alguma doença contagiosa é fundamental manter-se consciente e não viajar para outras regiões para não disseminar ainda mais a doença, além de redobrar os cuidados de higiene que ajudam na redução do contágio.

Em caso de sintomas da Covid-19, a recomendação é só se encaminhar aos hospitais caso haja um agravamento dos sintomas, como falta de ar. 

No hospital, poderá ser necessário realizar exames complementares. Um laudo para tomografia, por exemplo, será valioso para identificar a presença de uma pneumonia ou algum comprometimento no sistema respiratório.





23/05/2020

Pós operatório durante isolamento social: Como manter os cuidados e a rotina médica

Entenda a importância de realizar as recomendações de 
pós-operatório mesmo no isolamento

Com as medidas de isolamento social cada vez mais rígidas a fim de evitar a propagação do novo coronavírus, a principal recomendação é que quem puder, deve ficar em casa, respeitando as orientações de saúde. 

No entanto, para quem passou por um procedimento cirúrgico recentemente e ainda está no processo de recuperação, é necessário seguir as recomendações a risca e redobrar a atenção durante a pandemia. 

Além das orientações comuns de pós-cirúrgico, os pacientes que se encontram nessas condições precisam seguir recomendações extras para evitar tanto a contaminação pelo vírus, quanto possíveis complicações na cirurgia. 

Sendo assim, reunimos uma série de dicas para ajudar a quem está passando por este momento delicado. Confira!

Mantenha o Distanciamento Social

A primeira e mais importante dica é respeitar o isolamento social. Os pacientes que saíram recentemente de uma cirurgia devem ser isolados para evitar a contaminação do coronavírus. 

Isso porque, o sistema imunológico nestes casos já está teoricamente comprometido com a cicatrização do local operado, passando pelo processo de resposta endócrino-metabólica ao trauma, se tornando mais suscetível a complicações. 

Para quem não mora sozinho ou precisará de cuidados especiais pós cirurgia, como é o caso da mamoplastia ou colocação da prótese de silicone em que a paciente não pode realizar movimentos bruscos com os braços, a dica pedir para que a pessoa siga as recomendações de saúde: 

  • Assim que chegar, colocar as roupas para lavar na área de serviço;
  • Ir direto para o banho para realizar a higienização do corpo e principalmente das mãos com água e sabão; 
  • Higienizar os locais onde encostou como portas e maçanetas; 
  • Evitar contato físico. 


Além disso, é importante não receber visitas 
durante o período para evitar a contaminação.

Siga a risca as recomendações médicas

Para garantir o sucesso da sua cirurgia é importante seguir todas as recomendações médicas e, durante o isolamento é necessário ter cuidados redobrados nesta questão. 

Em geral, para a maioria dos procedimentos as medidas são as mesmas, no entanto, o ideal é sempre perguntar ao médico sobre cuidados específicos de acordo com a cirurgia realizada. 

Dentre as principais recomendações, podemos destacar: 

  • Faça o repouso pelo tempo necessário para que o corpo possa se recuperar;
  • Evite banhos longos;
  • Não coce o local da cicatriz;
  • Mantenha uma alimentação saudável e balanceada para ajudar na cicatrização;
  • Beba bastante água para evitar edemas e retenção de líquido;
  • Evite a exposição solar durante o período de cicatrização;
  • Suspenda o uso do tabaco nos primeiros 30 dias de pós-operatório;
  • Evite esforço físico na recuperação;
  • Faça a troca dos curativos de acordo com as recomendações;
  • Utilize apenas os medicamentos prescritos pelo médico.


Como ficam as consultas de retorno?

Após uma cirurgia, é comum que os pacientes tenham que retornar ao médico para verificar se a recuperação está correndo bem e se não há nenhuma complicação com o procedimento. 

A fim de evitar a exposição dos médicos e pacientes, muitos consultórios têm optado por realizar a consulta de retorno através de videochamadas online. 

A utilização das plataformas digitais para atendimento de pacientes recém operados tem sido uma saída para que a paciente continue recebendo as orientações médico, sem que para isso precise sair de casa. 

No entanto, para que isso dê certo é preciso estabelecer uma relação de confiança entre o profissional e o paciente, a fim de garantir que apesar da distância, o atendimento seja feito com a maior qualidade possível. 

Outra dica importante é para que os pacientes anotem todas as suas dúvidas e questionamentos antes mesmo da consulta começar. Assim, você evita esquecer perguntas importantes e ainda otimiza o tempo do atendimento. 

Além disso, é fundamental ser sincero com o médico sobre os hábitos no pós-cirúrgico. Só assim ele poderá entender qual a melhor forma de conduzir os próximos passo, caso algo dê errado. 

Para pacientes que passaram por um procedimento que exija sessões de drenagem linfática - como a lipoaspiração, o recomendado é aguardar o isolamento passar para realizar a técnica. 

Caso seja extremamente necessário, procure marcar horários em clínicas que estejam seguindo as recomendações de saúde, com profissionais que usem todos os paramentos para evitar a contaminação.

O mesmo vale para os pacientes que deverão usar máscaras de proteção e portar o álcool em gel antisséptico 70% para higienização das mãos. 



Como funciona o Peeling Químico?

Já imaginou ter uma pele ainda mais bonita e jovial? Este é um dos benefícios do peeling químico, um procedimento dermatológico que é cada vez mais utilizado por homens e mulheres no Brasil.

O nome do procedimento vem do verbo em inglês “to peel’, que significa descamar. Isso porque o peeling químico promove uma descamação da pele e estimula a renovação celular.

Ficou interessado no assunto? Saiba mais a seguir!

Como é realizado o Peeling Químico?

O peeling químico combina a ação de vários ácidos para promover a renovação da pele em diferentes profundidades. Os principais tipos do procedimento disponíveis no mercado são:

  • Peeling superficial: para tratar a camada superficial da derme, chamada de epiderme;
  • Peeling médio: com ação na camada média da pele, chamada de derme papilar;
  • Peeling profundo: para tratar a camada mais profunda da pele, também conhecida como derme reticular.


Cada uma dessas técnicas seguirá um protocolo de tratamento diferente. Saiba mais abaixo:

Peeling superficial

  • A pele do paciente deve estar limpa para o procedimento;
  • A solução com os ácidos escolhidos é aplicada na pele e retirada após 10 minutos, no máximo;
  • O tratamento pode ser repetido uma vez por mês para manter os resultados.


Peeling médio

  • A pele também deve estar limpa para o peeling químico médio;
  • A solução é espalhada pelo rosto e deixada por poucos minutos;
  • São utilizadas compressas salinas frias para neutralizar os produtos químicos;
  • O procedimento pode ser repetido a cada 6 ou 12 meses.


Peeling profundo

  • Realização de um pré-tratamento cerca de 8 semanas antes do procedimento;
  • Aplicação de anestesia local;
  • Limpeza do rosto por parte do profissional que realizará o procedimento;
  • Aplicação do ácido para descamação da pele por um período mínimo de 30 minutos e máximo de 2 horas;
  • A neutralização do produto químico é feita com água;
  • Período para descanso da pele de 1 hora;
  • Aplicação de vaselina na pele, devendo ser retirada após dois dias.


Quando o Peeling Químico é indicado?

A indicação do peeling químico é feita com base nas características da pele do paciente, bem como sua idade e estado geral de saúde. Por esse motivo, para saber se o procedimento é recomendado no seu caso é fundamental se consultar com um dermatologista de confiança.

No geral, as situações que indicam a realizam do procedimento são:

  • Acne;
  • Flacidez;
  • Melasma;
  • Cicatrizes;
  • Rugas finas;
  • Pele oleosa;
  • Pele áspera;
  • Poros abertos;
  • Pigmentação irregular;
  • Pele com manchas causadas pelo sol.


Quais são os cuidados Pós-peeling Químico?

As orientações são passadas pelo dermatologista depois do procedimento e é crucial segui-las a risca para obter o melhor resultado possível. Dentre elas, a principal é a exposição solar, que deve ser evitada ao máximo.

Caso não seja possível diminuir a exposição ao sol, o paciente deve aplicar um filtro solar de alta proteção para reduzir os danos à pele, uma vez que ela estará fragilizada pelo procedimento. Os banhos de sol só podem ser retomados com liberação médica.

Apesar de trazer resultados significativos, o peeling químico só pode ser realizado por um profissional especializado, preferencialmente um dermatologista. Isso porque o dermatologista conseguirá avaliar minuciosamente cada caso para indicar o procedimento que, de fato, trará a beleza e jovialidade que o paciente procura.





21/05/2020

O que Causa a Celulite?

A celulite é um acúmulo de gordura que ocorre na pele. Apesar de não ser uma condição maligna, a hidrolipodistrofia ginoide — como é conhecida na comunidade médica — pode gerar danos no paciente no ponto de vista psicológico.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), cerca de 95% das mulheres que passaram da fase da puberdade terão celulite, principalmente as de pele branca.

Mesmo com essa alta incidência, é possível realizar tratamentos que possam reduzir as ondulações na pele, promovendo uma melhora considerável na autoestima da paciente.

Saiba mais sobre a hidrolipodistrofia ginoide a seguir:

Quais são as Causas da Celulite?

Ainda não existe um consenso na medicina sobre as causas que levam à celulite. No entanto, os especialistas elencam alguns fatores como sendo relevantes para o desenvolvimento da hidrolipodistrofia ginoide. São eles:

  • Fumo;
  • Gravidez;
  • Sedentarismo;
  • Hereditariedade;
  • Tensão emocional;
  • Baixa ingestão de água;
  • Níveis altos de estrogênio;
  • Utilização de anticoncepcionais;
  • Distúrbios circulatórios ou intestinais;
  • Má alimentação, com excesso de sal, carboidratos e açúcar;
  • Idade, quanto mais velha for a mulher, maior a probabilidade;
  • Obesidade, apesar da condição aparecer também em mulheres magras.


Onde a Celulite pode aparecer?

As regiões do corpo que costumam apresentar celulites são:

  • Coxa;
  • Barriga;
  • Quadris;
  • Bumbum.


Quais são os Tipos de Celulite?

A celulite possui algumas classificações que auxiliam o profissional a identificar o quadro, avaliando aspectos como áreas elevadas, nível de profundidade dos “furinhos”, presença de flacidez, entre outros fatores. Resumidamente, os tipos de hidrolipodistrofia ginoide são:

Grau I - Trata-se do tipo mais leve da condição. O aspecto conhecido como “casca de laranja” só aparece quando a região é apertada.

Grau II - Este é o tipo mediano de celulite. Neste caso, as ondulações na pele são perceptíveis a olho nu, não sendo necessário pressionar a região.

Grau III - O grau III é o mais sério de todos. Nele, a paciente possui muitos “furinhos”, eles são mais aprofundados e podem até causar dor.

Como Tratar a Celulite?

O tratamento da celulite dependerá do tipo que acomete a paciente. Em alguns casos, o tratamento feito com cremes anticelulites é o suficiente, enquanto em outros é preciso utilizar uma técnica mais potente.

Saiba mais sobre alguns tratamentos para a hidrolipodistrofia ginoide:

Drenagem linfática

Indicada para casos mais leves, a drenagem linfática oferece bons resultados para a paciente. O tratamento tem por objetivo melhorar a circulação sanguínea na região tratada e eliminar possíveis líquidos acumulados nos tecidos subcutâneos.

Radiofrequência

A radiofrequência é um dos tratamentos mais utilizados nos caso de celulite, independentemente do grau.

Este tratamento visa aumentar a temperatura do local tradado para estimular a produção de colágeno e reestruturar as camadas de pele de uma forma mais efetiva.

Laser

Quando o assunto é tecnologia no tratamento, o laser para celulite sem dúvida é o mais requisitado. O procedimento é feito com um aparelho que emite radiação eletromagnética, como acontece no caso da radiofrequência. Assim, os depósitos de gordura são quebrados e a pele fica mais bonita e sem a tão temida aparência de “casca de laranja”.

É importante ressaltar que a adoção de uma alimentação equilibrada — rica em fibras e com consumo consciente de água — e a prática frequente de exercícios físicos são essenciais para a prevenção da celulite e para a manutenção dos resultados obtidos com os tratamentos estéticos.