Renda Extra

15/05/2020

Como é feita a Biópsia de Pele

A biópsia de pele é um procedimento cirúrgico extremamente comum, no qual um dermatologista colhe amostras de tecidos para serem encaminhadas para um estudo em
laboratório, a fim de obter um diagnóstico acerca de lesões ou alteração significativas na pele. O diagnóstico fornecerá as informações necessárias que irão contribuir para a escolha da conduta terapêutica necessária para o tratamento da anormalidade presente.

O resultado da biópsia de pele tem grande amplitude de diagnósticos, podendo alertar desde doenças inofensivas como, por exemplo, verrugas e cistos, ou doenças mais preocupantes, como câncer.

Quando é indicada a Biópsia da Pele?

É indicada a biópsia da pele quando há a necessidade de investigar qualquer indício que possa indicar um malefício ou malignidade na pele que venha a interferir na qualidade de vida da pessoa. Retirando uma amostra da pele, que será enviada posteriormente para um laboratório, será possível realizar uma análise do tecido e verificar se o tecido está comprometido e a sua gravidade. E então, iniciar o tratamento necessário.

Como é feita a Biópsia da Pele?

A biópsia da pele é um procedimento simples e rápido, sem a necessidade de internamento hospitalar. Após a assepsia, há a aplicação de anestesia local, e então é retirado um pequeno fragmento de pele ou mucosa para análise patológica.

O procedimento não causa dor, e apenas uma pequena ardência após a anestesia é sentida. O desconforto, porém, não deve durar mais que 30 segundos.

Há vários tipos de biópsia de pele que podem ser realizados, variando de acordo com o tipo de lesão apresentada, sendo que os principais são:

“Punch”: um cilindro de superfície cortante se aprofunda na pele e permite a remoção, podendo alcançar até a gordura subcutânea. A ferida é pequena e, geralmente, é suturada após a biópsia;

“Shaving” ou raspagem: o procedimento é realizado com o auxílio de um bisturi, removendo uma camada mais superficial da pele, que então é enviada para análise em
laboratório. Esse procedimento permite a remoção de uma maior amostra de pele do queno método de “Punch”. Neste caso, não há necessidade de sutura, uma vez que o
processo de cicatrização é mais rápido. Entretanto, esse processo não pode ser usado em qualquer caso — como processos inflamatórios mais profundos e neoplasias;

Curetagem: a raspagem é realizada por meio de uma cureta, retirando fragmentos da pele. Assim como o Shaving, é um procedimento superficial e não permite a retirada de partes mais profundas da pele e, portanto, geralmente também não demanda de sutura.
Em casos de tumores superficiais, pequenos e em áreas de baixo risco, a biópsia pode ter caráter curativo, especialmente se associada com cauterização elétrica ou química;

Excisão com bisturi: esse procedimento remove fragmentos de pele de grande extensão de profundidade, sendo mais utilizado para remoção de tumores, sinais, bolhas, paniculites e outros processos inflamatórios profundos. Para o fechamento da ferida, são necessários alguns pontos que só devem ser removidos após alguns dias.

É sempre importante, independentemente do procedimento realizado, seguir as indicações de seu dermatologista para evitar infecções e obter um melhor processo de cicatrização.



Nenhum comentário:

Postar um comentário