Renda Extra

12/11/2020

Biópsia da pele: para que serve?

 

A biópsia da pele pode ser recomendada pelo dermatologista para investigar alterações de pele que tenha indícios de malignidade e que possa interferir na saúde e qualidade de vida do paciente.

Nem sempre um sinal vai demandar a realização da biópsia da pele, sendo que o dermatologista vai avaliar o caso individualmente e, se necessário, indicar esse procedimento para que a amostra do tecido seja analisada em laboratório. Entenda melhor a seguir!

Como é realizada a biópsia de pele?

A biópsia da pele pode ser realizada no consultório médico, sem necessidade de internação hospitalar, e com uso de um anestésico tópico que tem uma curta duração para evitar dor ou desconforto, ainda que após a aplicação seja possível sentir um leve ardor.

Existem diferentes tipos de biópsia da pele, sendo que a definição da melhor opção ao caso será feita pelo dermatologista. Entre os tipos existentes incluem-se:

  • Biópsia "punch": nesse método utiliza-se um cilindro cortante que é girado para adentrar a pele até a gordura subcutânea e remover uma amostra com alguns diâmetros para a análise;
  • Biópsia por raspagem: utiliza-se um bisturi para remover a camada mais superficial da pele que será analisada. Pode ser necessária uma amostra mais extensa de pele para um exame adequado; ocorre, geralmente, quando são removidos tumores ou sinais;
  • Biópsia por excisão: técnica na qual a amostra coletada é mais extensa e profunda, o que ocorre, geralmente, quando são removidos tumores ou sinais;
  • Biópsia por incisão: nesse caso, apenas um fragmento da lesão é removido para análise visto que ela tem grandes proporções.
Portanto, a biópsia da pele pode ser realizada com diferentes técnicas de acordo com o tipo de lesão e suspeitas do dermatologista.

O que se descobre a partir da biópsia?

Uma dúvida comum dos pacientes é o que exatamente pode ser identificado a partir de uma biópsia da pele. Essa amostra é analisada por um patologista, especialista em células, tecidos órgãos.

Ele vai avaliar inicialmente se há indícios de malignidade na amostra a partir dos tipos de células presentes, distribuição e comportamento a partir dos reagentes usados no teste.

Caso confirme a presença de células cancerígenas na amostra, o especialista inicia a segunda parte da avaliação na qual fará testes para determinar o tipo de câncer de pele presente na amostra.

Dessa forma, a biópsia da pele permite descobrir tanto se há malignidade e células cancerígenas presentes, como também o tipo de câncer de pele como carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular ou melanoma, por exemplo.

Os custos da biópsia podem variar de acordo com profissional, laboratório e técnica usada, mas os resultados costumam ficar disponíveis em até 10 dias.

Qual o papel do dermatologista?

O dermatologista tem um papel central tanto na indicação da biópsia da pele, como na avaliação dos resultados.

A indicação para realização do procedimento ocorrerá após a avaliação do quadro, identificando algum sinal suspeito e que demanda uma investigação mais detalhada. O profissional também é responsável pela coleta da amostra usando a técnica mais apropriada à suspeita existente.

Já com o resultado da biópsia da pele em mãos, o dermatologista indicará como proceder em caso de malignidade na amostra, podendo ser realizada a remoção completa do tumor ou sinal, caso isso já não tenha ocorrido, além de indicar o tratamento oncológico mais apropriado ou encaminhamento do paciente.




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